domingo, 29 de abril de 2012

EXERCÍCIOS VOCAIS

Apoio Diafragmático - Exercícios Vocais
Por Luciana Fratelli


Na semana passada, expliquei um pouco como funciona o Apoio Diafragmático. Preparei então um exercício vocal específico para este fim.
Este tipo de exercício é muito interessante, pois tem várias aplicações. Quando trabalhamos a voz com exercícios semelhantes a este, trabalhamos muito a musculatura abdominal e, conseqüentemente, o apoio. Aperfeiçoamos também a afinação, pois não há como transportar a voz de uma nota à outra devido ao curto tempo de emissão. Enfim, exercitamos a nossa articulação, pois se faz necessário concentrar-se muito na abertura da boca e na posição da língua e do palato, pois o sucesso do exercício depende muito do bom funcionamento da articulação.
Como exercitar:
· Poste-se à frente de um espelho (de preferência de corpo inteiro, senão um que dê para ver o rosto até a região abdominal)
· Abra bem a boca e simule um bocejo. Perceba a sensação do palato mole sendo esticado (depois do céu da boca, aquela região "mole", onde geralmente sentimos a irritação nos casos de inflamação da garganta). Vá procurando esticar o palato sem o bocejo, você está explorando e conhecendo seu aparelho vocal.
· Mantenha a língua abaixada
· Quando estiver com o palato alto (bem esticado, como no bocejo) e língua abaixada, a ponta encostada nos dentes inferiores) emita um sonoro "AAAAAAA".
· Observe que o palato (a campainha) move-se um pouco, mas o que não pode acontecer é um movimento no seu pescoço. Repita o exercício e veja se não houve uma movimentação no pescoço (não pode ser nem de leve).
· Se houve um movimento, ainda que pequeno no pescoço, pode ser que você esteja dando um "golpe de glote". Você segura a voz na garganta e solta ela, com um golpe, abrindo de uma vez a passagem de ar. Isto não pode acontecer. A forma correta de fazer este exercício exige que você não faça nenhum movimento nas regiões abaixo do palato, a não ser o diafragma. É ele quem vai controlar a saída de ar. Abra bem e tente primeiramente com "Há, há (som de R)". Note que pra fazer o "Há" você não fecha totalmente o som na garganta. A passagem fica aberta. Vá fazendo e tirando o som de "R" até conseguir emitir o "AAA" sem golpe de glote.
· Vá fazendo o "A" aos "soquinhos" - "A - A - A - A - A - A" Cuidando pra não fechar a voz na garganta, observe bem o movimento no pescoço. Quando conseguir fazer várias vezes o "A" cortando o som rapidamente e sem golpe de glote, você está pronto pro exercício.
Definições sobre a notação musical.
Existem duas peculiaridades na partitura a seguir, dois sinais que definem a forma de emissão do som, que são o "staccato" e o "legato".
staccato é representado por um ponto sob a cabeça da nota (ou sobre, se estiver invertida) e significa que o som desta nota será executado de forma destacada(rápida e curta) e para emiti-lo no canto, precisamos do apoio diafragmáticocontrolando a emissão de ar.
legato é representado por um arco ligando as notas, e as que estiverem contidas no raio deste arco deverão ser emitidas sem interrupção do som, de forma ligada.
Observe bem estes detalhes ao fazer o exercício, pois a visualização ajuda muito na hora de executar. É um auxiliar poderoso que nos ajuda a não cometer erros e não sermos pegos de surpresa. Procure então, mesmo que não esteja acostumado à leitura, seguir a partitura.
Obs:
1) Lembre-se de utilizar o áudio como referência de afinação.
2) Faça o exercício dentro de sua extensão de conforto.

ESCALAS DE GUITARRA - MENOR MELÓDICA


Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica

Olá, sobre a matéria de Construção de Solos de Guitarra, hoje falaremos sobre a Escala Menor Melódica. Disponibilizaremos portanto, vários exemplos e tablaturas dessa escala tão importante para criação de solos.

Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica

A alteração ascendente feita na sétima nota da escala menor harmônica é impres­cindível para que se obtenha a nota sensí­vel, que estabiliza melhor a fundamental da tonalidade menor. Porém, com a ele­vação da sétima, um intervalo de segunda aumentada é produzido entre a 6m e a 7M da escala menor harmônica. Esse intervalo era sistematicamente evitado, princi­palmente na música vocal, na qual esse tipo de dissonância melódica dificulta a correta entoação. Por isso, em passagens melódicas ascendentes entre a sexta e sétima nota de uma tonalidade menor, passou a ser comum uma alteração não apenas da sétima, mas também da sexta, a fim de evitar o intervalo aumentado e ainda assim manter a sensível.
Essa estrutura é conhecida como escala menor melódica, que altera ascendentemente a sexta e a sétima nota da escala menor e tem como característica ser a única escala que sobe com uma seqüência intervalar e desce com outra, já que as alterações na sexta e sétima nota não são utilizadas na descida da escala.
Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica – Exemplo 1
Veja no exemplo 1 como a escala de Cmenor melódi­ca sobe com as notas C, D, Eb, F, G, A4 , B11 e C e desce sem as alterações na sexta e na sétima, resultando na seqüência C, Bb, Ab, G, F, Eb, D e C. Repare como as alterações na ascendente são ocorrentes e não estão na armadura de clave. Os inter­valos utilizados pela menor melódica na ascendente são F-2M-3m-4J-5J-6M-7M, enquanto na descendente os intervalos são os mesmos da escala menor relativa: 8J-7m-6m-5J-4J-3m-2M.
exe14 e1322230616189 Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica




Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica – Exemplo 2
A escala menor melódica, assim como foi feito anteriormente com as demais escalas, pode ser transposta com auxílio do círculo de quintas. O Ex. 2 traz a escala menor melódica seguindo o cír­culo de quintas ascendentes.
exe2.1 e1322230766497 Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica
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Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica – Exemplo 3
O exemplo 3 mostra a escala seguindo o círculo de quintas descendente. Repare que a forma ascendente da escala é sempre diferente da descendente.
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No estudo da improvisação, é comum a utilização de uma escala semelhante à menor melódica, mas com a sexta e sétima alteradas também na descida. Essa escala é academicamente chamada de menor bachiana, porém, é comum ser tratada como menor melódica por diversos professores e métodos. Isso pode causar alguma confusão termi­nológica e, portanto, é importante ter em mente que você pode encontrar em materiais didáticos duas escalas com D nome de menor melódica: uma é a menor melódica tradicional, que tem a subida diferente da descida; a outra é a escala menor bachiana, freqüentemente chamada de menor melódica.
Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica – Exemplo 4
Observe no Ex. 4 as notas da escala ascendente de Cmenor melódica (que são as mesmas da menor bachiana) espalhadas pelo braço.
exe4.1 e1322231989222 Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica
exe4.2 e1322232058390 Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica










Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica – Exemplo 5
No Ex. 5, como fizemos com as demais escalas, dividimos suas notas em sete padrões de digitação, cada um partindo de uma das notas da escala de C menor melódica na sexta corda. Utilize os padrões da escala menor natural na descendente se quiser o efeito da menor melódica tradicional.
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Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica – Exemplo 6
O exemplo 6 contém os acordes montados com as notas da escala ascendente de C menor melódica. Repare que a sexta e a sétima notas elevadas produzem alterações no campo harmônico gerado por ela. Da mesma forma que foi visto nos campos harmônicos anteriores, as tipologias dos acordes produzidos pela menor melódica se repetem em qualquer tonalidade e podem ser transpostos com auxílio do círculo das quintas.
exe61 e1322236150441 Construção de Solos de Guitarra: Escala Menor Melódica






Portanto, para finalizar esta matéria sobre construção de solos de guitarra, em qualquer tonalidade produzida por uma escala menor melódica, obtemos um acorde menor com sétima maior no grau I, um acorde menor com sétima menor no grau II, um acorde au¬mentado com sétima maior no grau III, dois acordes maiores com sétima menor nos graus IV e V e dois acordes meio-di¬minutos nos graus VI e VII. Em vez de um acorde meio-diminuto, pode ser gerado um acorde maior com quinta diminuta sobre o grau VII, se levarmos em consideração a enarmonização de suas notas.

ESCALAS DE GUITARRA - MODOS DA MENOR HARMÔNICA


Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica

Olá, sobre a matéria de Construção de Solos de Guitarra hoje continuaremos com os Modos da Menor Harmônica. Disponibilizaremos portanto, vários exemplos e tablaturas sobre esse modo dessa escala tão importante para criação de solos.

Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica

Na escala menor harmônica encontra-se o intervalo de segunda aumentada entre a
6m e a 7M. Esse intervalo dissonante dificultava a entoação correta dessa escala e esse fato acabou dando origem à escala menor melódica (veremos isso mais adiante). A segunda aumentada é a característica mais importante da escala menor harmônica e de todas as suas rotações.
Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 1:
É esse intervalo que dá a essa escala uma sonoridade oriental, como pode ser constatado na frase deste exemplo, feita sobre o acorde Gm(maj7).
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 2
Da mesma forma que foi feito com a es­cala maior, é possível fazer rotações da  escala menor harmônica para obter sonoridades diferentes de cada grau da escala. Fazendo a primeira rotação da escala de C menor har­mônica, conseguimos como fundamental e a seqüência D, Eb, F, G, Ab, B, C D. Se compararmos essa escala com a estrutura dos modos eclesiásticos, podemos chamá-la de lócrio com 6M. Observe que neste exemplo como ela tem as mesmas notas da escala de C menor harmônica, mas organizadas a partir da segunda nota. Assim, os intervalos desse modo são F-2m-3m-4J-5D-6M-7m. . Essa escala é usada sobre o acorde meio diminuto gerado no grau II de urna tonalidade menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 3
O exemplo 3 mostra uma frase em lócrio com 6M com a fundamental D, sobre o acorde Dm7(b5), o grau II da tonalidade de C menor harmônica.
exe3 e1321237410402 Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica






Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 4
Na próxima rotação da escala de C menor harmônica, a fundamental é Eb, o que resulta na seqüência Eb, F, G, Ab, B, C, DEb. Se compararmos essa escala com a estrutura dos modos eclesiásticos, pode­mos chamá-la de jônio com 5A. Este exemplo revela que ela tem as mesmas notas da escala de C menor harmônica, mas, como ela começa na terceira nota, os intervalos mudam para F-2M-3-4J-5A-6M-7M. Essa escala é usada sobre o acorde aumentado com sétima maior gerado sobre o grau III de uma tonalidade menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 5
O exemplo 5 mostra uma frase de jônio com 5A em C, sobre o acorde Cmaj7(#5), grau III da tonalidade de Amenor harmônica. Fazendo outra rotação da escala de C menor harmônica, obtemos como fundamental, resultando na seqüência F, G, Ab, B, C, D, Eb F. Se compararmos essa escala com a estrutura dos modos eclesiásticos, podemos chamá-la de clórico com 4A.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 6
Note que neste exemplo que ela tem as mesmas notas da escala de C menor harmônica, mas organizadas a partir da quarta nota, gerando os seguintes interva­los: F-2M-3m-4A-5J-6M-7m. Essa escala é usada sobre o acorde menor com sétima menor do grau IV de uma tonalidade menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 7
 O sétimo exemplo mostra uma frase de dórico com 4A em A, sobre o acorde Am7, grau IV da tonalidade de menor harmônica. Na próxima rotação da escala C menor harmônica, obteremos G como fundamental e sequência G, Ab, B, C, D, Eb, F e G.  Se compararmos essa escala com a estrutura dos modos eclesiásticos podemos chamá-la de mixolídio com 9m e 13m ou então frígio com 3m.
exe7 e1321244684246 Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica





Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 8
Veja neste exemplo como ela tem as mesmas notas da escala C menor harmônica, mas com os intervalos F-2m­3M-4J-5j-6m-7m. Essa escala é usada sobre o acorde maior com sétima menor do grau V de uma tonalidade menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 9
Este exemplo mostra uma frase que aplica essa escala com a fundamental E, sobre o acorde E7(b9), grau V da tonalidade de A menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 10
Fazendo outra rotação da escala de C menor harmônica, encontramos Ab como fundamental, resultando na seqüência Ab, B, D, Eb, F, G Ab. Se compararmos essa escala com a estrutura dos modos eclesiásticos, podemos chamá-la de Mio com 9A. O exemplo 10 mostra que ela tem as mesmas notas da escala de C menor harmônica, organizadas a partir da sexta nota nos seguintes intervalos: F-2A-3M­4A-5J-6M-7M. Essa escala é usada sobre o acorde maior com sétima maior gerado sobre o grau VI de uma tonalidade menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 11
O exemplo 11 mostra uma frase ba­seada em lídio com 9A em G, tocada sobre o acorde Gmaj7, grau VI da tonalidade de menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 12
Na última rotação da escala de C menor harmônica, obtemos MI como fundamen­tal, resultando na seqüência B, C, D, Eb, F, G, Ab e B. Essa escala pode ser chamada de alterada com 7D. Veja no exemplo 12 como ela tem as mesmas notas da escala de C menor harmônica, organizadas a partir da sétima nota nos seguintes intervalos: F-2m-3m­4D-5D-6m-7D. Essa escala é usada sobre o acorde diminuto (com sétima diminuta) do grau VII de uma tonalidade menor harmônica.
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Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica – Exemplo 13
Esse exemplo mostra uma frase nessa escala com a fundamental B, sobre o acorde Bdim7, grau VII da tonalidade de C menor harmônica.
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Finalizamos por aqui então a nossa matéria sobre Construção de Solos de Guitarra: Modos da Menor Harmônica.